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Olavo de Carvalho - O Fio Condutor da Filosofia

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*IMPERDÍVEL* Olavo de Carvalho - Sobre a Cultura Animalista

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Os gurus do crime Olavo de Carvalho

Os gurus do crime Olavo de Carvalho O Globo, 24 de fevereiro de 2001 “Intelectuais iluminados não são curiosidades inofensivas. São maníacos perigosos” Eric Voegelin Toda a ciência social do mundo, a marxista inclusa, ensina que nunca as condições materiais e econômicas determinam diretamente a conduta dos homens, mas que o fazem sempre e somente através da interpretação que estes lhes dão, isto é, através dos fatores ideológicos, culturais, morais e psicológicos envolvidos no processo. Um exemplo tornará isso mais claro. Toda hora aparecem na TV e nos jornais pessoas cultíssimas, sabedoras, iluminadas, as quais nos asseguram, com ar de certeza infalível, que a miséria produz a criminalidade. O sujeito trafica, assalta, mata e estupra porque é um excluído, um miserável, um favelado. É o que dizem. Mas – digo eu e dizem os fatos – se o excluído, o miserável, o favelado é também evangélico, ele não trafica, nem assalta, nem mata, nem estupra. Se fazia essas coisas antes da conversão,...

Segurança Essencial Abel Monteiro

Segurança Essencial Abel Monteiro 17 de fevereiro de 2001 Fevereiro de 2001. Todos percebem. Quase todos vivenciam e são afetados. Muitos comentam, reagem, escrevem, rogam. A situação da Segurança é perigosíssima. No Rio Grande do Sul a tropa estadual (BM, Brigada Militar) está sofrendo um arrepiante processo de castração e contenção, partido de sombrias elucubrações permitidas (?) pelo Piratini. Palacianas ou não, as umbrosas e sutis – mas ladinas – diretivas resultam de formulações elaboradas sem pressa, mas continuadamente, por cabeças cobertas por diversos tipos de chapéus, sombreros, gorros e barretes, alguns importados, e ornados com letras enigmáticas: IS, PT, MST, CUT, MCB, e outras quejandas, ativíssimas durante o recente FSM. Aos poucos, passo a passo, avançam também algumas solertes ações exploratórias e adestradoras. Badernas incontidas no Gasômetro; desmoralização da BM no prédio da Receita Federal; paralisações descabidas nas estradas; invasões permitidas (e até apoia...

O Estado e a razão Olavo de Carvalho

O Estado e a razão Olavo de Carvalho Diário do Comércio, 11 de julho de 2015 Toda ideia que se condensa num chavão torna-se imediatamente estúpida, se é que já não o era desde o início e por isso mesmo se acomoda tão confortavelmente nesse formato. Há anos ouço falar de “enxugar o Estado”. À primeira vista parece a resposta lógica natural à constatação de que os problemas do Brasil provêm de a sociedade civil ser muito débil e o Estado muito forte – tão forte que consegue subjugar as organizações da sociedade civil. O PT jamais teria conseguido concentrar tanto poder sem a ajuda da OAB, da CNBB e de milhares de ONGs que, nascidas da iniciativa social espontânea, acabaram se transformando numa espécie de funcionalismo público informal. O sujeito vê isso acontecendo e exclama: “Enxugar o Estado! ” Parece sensato, mas há um problema: Quem enxugará o Estado? O próprio Estado. Enxuga-se privatizando. E, na medida em que privatiza, cria uma rede de cumplicidades privadas que este...

Olavo de Carvalho - Esoterismo ...

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Motivos da filosofia Olavo de Carvalho

Motivos da filosofia Olavo de Carvalho O Globo, 10 de fevereiro de 2001 As idéias influenciam o curso das coisas na sociedade, decerto, menos pela validade objetiva do seu conteúdo do que por servir de símbolos que condensam sentimentos coletivos — desejos, ódios, temores, esperanças. É possível, até, que toda idéia brote desses sentimentos. Mas a transformação do sentimento em idéia tem vários graus possíveis de elaboração. O simples desejo de expressar o anseio coletivo não é a única motivação que leva um filósofo a criar uma doutrina. Há também o impulso de coerência e o simples desejo de conhecer a realidade, de abrir-se à variedade dos fatos mesmo quando contrariem os nossos sentimentos e quando não possam facilmente ser reduzidos à unidade de uma explicação. Esses três motivos de filosofar são, por assim dizer, naturais. A diferente dosagem com que entrem na fórmula pessoal define o estilo e o modo de ser de cada filósofo. O tipo extremo, no qual um desses impulsos se agiganta...